Meu nome é Beatriz, e eu cresci no coração da região amazônica do Brasil — um lugar que muitas vezes parecia invisível para o governo. “É o que é, Bia” foi a frase que mais ouvi crescendo. Essa resposta nunca me satisfez.
Ao invés de aceitar, comecei a mudar as coisas. Em casa, isso significou co-fundar a React & Change, uma ONG jovem focada em impacto social. No exterior, significou me tornar Jovem Embaixadora Delegada do Brasil pelo Departamento de Estado dos EUA e voluntariar com a UNICEF. Essas primeiras experiências não só moldaram minha carreira — moldaram a pergunta que persigo desde então: por que as pessoas que têm o poder de combater a corrupção tantas vezes escolhem não fazê-lo?
Essa pergunta me levou por países e instituições. Estudei Ciências Sociais e Ciência Política na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), trabalhei dentro da Controladoria-Geral da União rastreando as origens das instituições de fiscalização, e eventualmente vim para os Estados Unidos como uma das 20 Bolsistas da Fundação Lemann selecionadas de quase 900 candidatos. Sou membro da Rede de Líderes da Fundação Lemann, uma rede de liderança conectando pessoas que trabalham para construir um Brasil mais justo e desenvolvido. Atualmente sou doutoranda na University of Virginia e Pre-Doctoral Fellow na Georgetown University.
Minha pesquisa usa a América Latina como lente para estudar questões com implicações globais: como instituições políticas moldam reformas anticorrupção, o que torna as contratações governamentais competitivas e transparentes, e por que órgãos de fiscalização têm sucesso ou fracassam. Os métodos que uso — conectando dados de financiamento de campanha, redes de propriedade de empresas e milhões de transações de compras públicas com inferência causal e análise computacional de texto — são desenhados para viajar entre contextos.
Ao longo do caminho, construí coisas das quais me orgulho além da pesquisa: um pacote R que ajuda pesquisadores ao redor do mundo a acessar dados eleitorais, uma prática de ensino que amo, e um hábito de fotografia que me lembra de levantar os olhos dos dados de vez em quando.
Além da minha pesquisa, sou apaixonada por fotografia! Me siga em @lifethroughbia no Instagram.
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